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Pesquisa aponta que 27% dos brasileiros não sabem o que se caracteriza por trabalho escravo

A iniciativa foi realizada pela Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), com o apoio do Ministério Público do Trabalho

somos livresSetenta por cento dos brasileiros acreditam que ainda existe trabalho escravo no Brasil, mas 27% não sabem o que se caracteriza esta forma de trabalho. Esses dados foram publicados pela pesquisa Ipsos/Repórter Brasil, neste início de 2016, a cerca do nível de consciência da população brasileira sobre o trabalho escravo. A iniciativa foi realizada pela Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), com o apoio do Ministério Público do Trabalho.

Ao todo foram feitas 1.200 entrevistas, pessoais e domiciliares, realizadas mensalmente em 72 municípios no Brasil inteiro. O público foi 52% de mulheres e 48% de homens, com idades entre 16 e 60 anos ou mais. Apesar de 70% dos entrevistados responderem que existe trabalho escravo no Brasil, 17% disse que não existe, 12% respondeu que sabe e 1% não respondeu.

A pesquisa concluiu que foi feito um importante trabalho de informar as pessoas sobre a existência desse problema, porém ainda é necessário avançar muito, em especial no que se refere aos mais jovens e aos mais velhos, pessoas de baixa renda e com menor grau de instrução.

Ela considerou ainda confusão e imprecisão sobre o conceito de trabalho escravo (em especial condições degradantes e jornada exaustiva). Falta de consciência da gravidade e de que trata-se de algo muito mais profundo do que ter alguns direitos trabalhistas desrespeitados ou receber uma remuneração baixa. Além de que existe a necessidade de reforçar a existência do trabalho escravo urbano, cuja relevância vem crescendo nos últimos anos. Nenhuma menção a esse problema entre os entrevistados.

Somos Livres

Para buscar esclarecer a população brasileira sobre o que é trabalho escravo contemporâneo, a Conatrae, com o apoio do Ministério Público do Trabalho, está realizando a campanha “Somos Livres”, desenvolvida pela H+K Strategies.

A iniciativa considera o trabalho escravo uma grave violação de direitos humanos que rouba a liberdade e/ou a dignidade de trabalhadores e trabalhadoras. Dessa forma, defende o conceito legal desse crime que está ameaçado por projetos em tramitação no Congresso Nacional. Para isso, os adeptos à campanha são convidados a “fazerem pressão” ao Congresso Brasileiro, por meio de uma mensagem que é possível enviar através do site www.somoslivres.org.

por Rodrigo Apolinário

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